Perfil

Débora, tenho 33 anos, sou doula e estudante de psicologia. Moro em SP. Casada com o homem da minha vida, mães de duas princesas.


Minha história

GASTROPLASTIZADA EM 17/09/08, PESANDO 101 QUILOS. OBESIDADE NUNCA MAIS!

Depois de mais de 15 anos de engorda-emagrece resolvi dar um basta definitivo. Dentre outras coisas, fiz dieta dos pontos, aplicação de enzimas, tomei fórmula manipulada, remédio de farmácia (Plenty), e segui o método da Meta Real. Com ele emagreci 21 quilos, sendo que depois de meses recuperei o peso eliminado e mais alguns. Estou partindo pra gastroplastia, e sei que com ela virá a mudança de 180 graus que preciso. Estou retomando o blog para, dentre outas coisas, registrar esse processo. Tomei essa decisão depois de ler muito, pesquisar, acompanhar blogs e pessoas que conheci e que fizeram a cirurgia. Sei que não é um mar de rosas, principalmente no pós imediato (1º mês), e terei dificuldades a superar. Conheço na teoria as limitações que a gastro irá me trazer (limitações existem para serem superadas!), e sei também que manter o peso conquistado será por minha conta. Sei que a gastro não faz milagre, ela é uma ferramenta poderosa que vai me ajudar a mudar de vida, e comer como uma pessoa normal, sentindo meu estômago satisfeito com pouca quantidade de comida. A mudança de vida é total, já assumi comigo mesma um compromisso de frequentar academia ou então contratar um personal assim que o médico liberar. Não posso me valer somente da cirurgia. Essa é a chance de mudar de vida totalmente. Também sei que precisarei de vitaminas pelo menos nos 2 primeiros anos, de exames de sangue periódicos, de atenção 100% quando me alimentar. Mas sei que ficarei mais magra, mais feliz e mais saudável com o peso e com o corpo que vou conquistar.

RESUMÃO DA VIDA PÓS-GASTRO E OS PRIMEIROS DIAS APÓS A CIRURGIA

O pós-imediato foi muito, mas muito difícil. Fiquei deprimida, senti muita dor nas primeiras 72 horas. Não aguentava mais o clima de hospital, aquelas injeções de anti-coagulante, aquele soro com sulfato ferroso (rotina do meu médico) que dói horrores, o buscopan que arde demais. Aquela cama horrível, a falta de privacidade e de sossego pra dormir à noite, com enfermeira entrando e saíndo a madrugada toda. Sem falar no tédio daquela "alimentação" a base de água de coco, chá de erva-doce (que eu detesto) e gatorade. Tive alta dia 19/09, no fim da manhã. Em casa fiquei deprê, e pensei "que m%#@* eu fui fazer". A depressão veio pela fraqueza que eu sentia, que era enorme. Tinha medo de fístula, então todos os meus movimentos eram bem lentos, tomando o maior cuidado. Minha mãe fazia uns caldinhos milagrosos, e com o passar dos dias fui melhorando, a fraqueza foi embora e comecei a me sentir bem. Com 15 dias de operada eu fiquei deprê de novo, não conseguia mais me alimentar a cada 20 minutos, os caldos me enjoaram de um jeito que se eu não forçasse, passava horas sem tomar (mas eu tomava!). Falei com a nutricionista que liberou a dieta pastosa pra mim, e pediu que eu me alimentasse a cada hora, no máximo de 2 em 2 horas. Daí pra frente tudo ficou ótimo, consegui me alimentar melhor e no quesito alimentação tudo ficou bem. Junto com a dieta pastosa veio o medo do corpo não aguentar o emagrecimento tão rápido e eu ficar doente. Eliminei 10 quilos no primeiro mês, e fiquei dentro da porcentagem esperada pra essa fase inicial de pós-gastro. Muitos não alcançam os 10%, eu consegui. Mas fiquei preocupada. Por isso voltei no médico, que atendeu ao meu pedido e receitou vitamina pra pele e pro cabelo (numa tentativa de evitar ou ao menos, minimizar a queda, quando e se ela começar) e já pedi injeções de B12, pra prevenir. A B12 é fundamental pro bom funcionamento do organismo como um todo. Sem ela alguns órgãos podem entrar em falência, sentimos cansaço exagerado e nada trabalha bem. Há fraqueza muscular e vários outros problemas. Depois soube que ela também ajuda na prevenção e tratamento de queda de cabelo. Tomei a injeção e ainda assim continuo tomando complexo B em comprimido. Meus primeiros exames de controle serão no começo de dezembro. Tomo diariamente, pela manhã, 40 mg de omeprazol, 1 comprimido de vitamina (Materna), 1 comprimido de Pill Food e 1 de Complexo B. Meu gasto com farmácia não é nada absurdo. O que mais pesa é o protetor (omeprazol), mas compro na farmácia popular (dica de outros gastros e do meu médico), e o mesmo remédio, com o mesmo efeito, acaba saíndo infinitamente mais barato. Por hora tomo o receitado pela equipe, e não fugiu do que eu imaginava em termos de gastos. Com 2 meses de operada me sinto muito bem, e às vezes penso que deveria ter feito antes, e apesar da dificuldade inicial agora me sinto como se tivesse nascido assim! Três meses de operada, me sinto muito bem, sem cansaço e bem disposta. Minhas unhas ficaram forte feito rocha quando comecei a tomar a vitamina, depois enfraqueceram. Agora voltaram ao normal. Estou sem roupas, e perto dos 79 quilos. A sensação de estar mais magra e mais saudável é indescritível. Ainda tenho muito chão pra percorrer, preciso eliminar pelo menos mais 15 quilos. Mas eu chego lá.


Conquistas pós-gastro

-passei a me gostar mais;

-não saio de casa sem maquiagem;

-nunca mais acordei e fiquei com "roupa de casa". Me arrumo logo cedo, inclusive com maquiagem bem levinha, mesmo sendo fim de semana;

-minha postura diante do mundo e das coisas mudou muito;

-não tenho mais vergonha de sair na rua;

-passei a pensar mais no que vou comer, buscando uma alimentação melhor;

-voltei a usar perfume (não fico sem!!). Quem me conhece sabe que sou viciada, mas depois que cheguei nos 100 quilos até isso perdi a vontade de usar. A minha "marca registrada" é o Tarsila Rouge, do Boticário. Só uso esse, todo dia;

Pesagens

DIA PESO
16/09/08 101.000 kg
04/10/08 92.400 kg
13/10/08 91.100 kg
20/10/08 90.800 Kg
27/10/08 89.300 Kg
03/11/08 86.600 Kg
10/11/08 85.500 Kg
17/11/08 84.700 kg
17/12/08 81.200 kg
17/01/09 77.100 kg
17/02/09 73.500 kg
17/03/09 71.200 kg
17/04/09 68.000 kg
17/05/09 66.000 kg
17/06/09 ???? kg
17/07/09 ???? kg
17/08/09 ???? kg
17/09/09 ???? kg


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Créditos





 


Obesidade e gordura abdominal duplicam risco de morte, diz estudo
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da Efe, na Espanha
A obesidade e o acúmulo de gordura abdominal duplicam o risco de morte nos países europeus, afirma um que será publicado no "The New England Journal of Medicine".

O chefe de nutrição do Instituto Catalão de Oncologia (ICO) e coordenador do projeto, Carlos González, explicou nesta quarta-feira que para a elaboração do relatório fez um controle durante dez anos de quase 360 mil pessoas de nove países europeus.

"Levamos em conta temas como dieta, fatores de risco e genética", indicou González, ressaltando que esse estudo é o mais completo realizado até o momento.

O doutor Antonio Agudo, membro da Unidade de Nutrição, Ambiente e Câncer do Programa de Epidemiologia do Câncer do ICO, assinalou que "o objetivo foi estabelecer uma relação entre a mortalidade e o Índice de Massa Corporal (IMC)".

A gordura abdominal é um elemento prévio muito importante do risco de mortalidade, sendo o risco mais alto nos indivíduos com grande obesidade abdominal e de baixo IMC.

Segundo o estudo, as mulheres com IMC 24,3 e os homens com IMC 25,3 são os que apresentam menores riscos de mortalidade.

Os homens com um IMC superior a 35 têm 90% mais de risco de morte do que os de IMC 25,3; e os que têm IMC inferior a 18,5 duplicam o risco de mortalidade.

Levando em conta o perímetro de cintura, os homens com um perímetro superior a 102 centímetros duplicam a probabilidade de morrer em relação aos que têm um perímetro inferior a 86 centímetros.

No caso das mulheres, as de IMC superior a 35 têm 65% mais risco de morrer do que as de IMC 24,3 e as de IMC inferior a 18,4 têm 71% mais risco.

Em referência ao perímetro de cintura, as mulheres com registro superior a 89 centímetros têm 78% mais risco do que as de perímetro inferior a 70,1 centímetros.

Segundo o estudo, as pessoas com IMC elevado morrem mais por problemas cardiovasculares e câncer, enquanto as que têm IMC muito baixo morrem em maior número por problemas respiratórios.



Estou bem enjoada pra comer esses dias. Enjoada nos dois sentidos, de enjoo físico mesmo e de sem vontade de comer. O calor tá me deixando assim. Mas é o que disse o Juan, em vista de tantas histórias que a gente ouve por aí, de dumping, de mal estar, de vômitos que se estendem por meses, de estenose*, de entalos seguidos e etc, eu tô MARAVILHOSAMENTE bem. Então não me preocupo nem me incomodo, de verdade, com esse enjoo passageiro. Tenho dado preferência por frutas e líquidos gelados, como falei no post anterior.
Tô muito, mas muito cansada. Semana que vem tem apresentação dos TCC´s dos formandos e não tenho aula. Vou dar um pulo na faculdade pra ver a apresentação de uma amiga de curso, SE eu conseguir. Não vejo a hora de dormir mais cedo. Aliás, tava pensando e de repente esse enjoo pode ser até em função do meu cansaço absurdo. De toda forma preciso estudar, porque dia 24 entro em provas. O trabalho tá puxado, estamos organizando em evento pro ano que vem, e tá tomando muito tempo. Terça tive reunião e saí de lá perto da meia-noite!!! Exausta, morrendo de dor de cabeça. Mas tô feliz, as coisas esão fluindo super bem. Estou vendo os preços da academia, preciso começar a hidro, pra daqui 1, 2 meses no máximo entrar na musculação. Eu disse que a mudança era pra valer, e sem atividade física, não é mudança completa certo? Amanhã pode ser que tenha uma novidade pra contar, mas primeiro preciso confirmar.
Beijo * estenose é quando a passagem que liga o estômago ao intestino se fecha. Acontece com quem não coloca anel, porque o médico faz o estreitamento costurando mesmo. Claro que não é com todo mundo, tanto que não tive. Quando isso acontece, não passa nem água. Tudo que se come ou bebe volta. A solução é alargar a passagem com uma endoscopia. É rápido e se resolve em poucos minutos. Foi um risco que eu corri sim, em detrimento de ter um treco estranho (mais um) no meu corpo e que pode migrar ou ser rejeitado (o anel). Acabei dando sorte...


Postado por: Débora às 22h23
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Passando rapidinho pra registrar: 85.500 kg, ou seja, menos 1 e 100.
Essa semana foi um saco. O calor sempre me deixou chata pra comer. E dessa vez não foi diferente. Preferi sucos e líquidos bem gelados. NAda de sorvete ou milk shake. Suco, água, chá, td beeem gelado. Delícia.
Antes eu era viciada em sorvete, comprava e enquanto não via o fim do pote (2 litros!) não parava de tomar. Comprei semana retrasada um da Kibon, que é light (zero açúcar e zero gordura). O pote tem um litro, pouco menos acho eu. Durou mais de uma semana. Ontem fiz bolo de cenoura com cobertura de brigadeiro (as meninas adoram, é o bolo que tem maior saída aqui em casa), e ao contrário do que sempre fiz, não comi quente e nem metade do bolo. Esperei esfriar na maior calma, sem passar nenhuma "gastura" por causa disso. Peguei um pedaço bem pequeno e comi, mas não tudo. Matei a vontade, e não quis mais. Depois da gastro finalmente tô virando gente. rsrsrsrsr
Vou indo, que a correria é grande e tÔ lotada de coisa pra fazer, estudar e etc. Nossa preciso URGENTE de férias. Nem um feriadinho esse ano, socorro... Semana que vem acaba, graças a Deus.
Beijo

Postado por: Débora às 13h33
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